8 de jun de 2014

Nesse primeiro post, quem compartilha seu conteúdo com a gente, é a banda gaúcha Eletroacordes, que acompanha a gente desde os tempos da Comissão do Rock. Recentemente eles participaram de um festival no Grafitti Bar, situado em Porto Alegre e enviaram para a gente um release com uma apresentação bastante completa da banda. Conheça a Eletroacordes no Cultura em Dobro!



O nome Eletroacordes veio da ideia de “registrar a lógica da transposição musical pela essência das canções tocadas de forma simples, acústica, em apenas um acorde com notas – de violão ou piano – para uma composição processada e plugada na forma amplificada pela banda”. A banda, que reside em Porto Alegre, tem como integrantes: Rodrigo Vizzotto de 44 anos, vocal, harmônica, teclados e baixo; Fabrício Costa de 45 anos, vocal, guitarra e violões; Elio Bandeira de 42 anos, baterista. 

Os integrantes:

Fabrício Costa (esquerda). Rodrigo Vizzoto (centro) e Evan Veit

FABRÍCIO COSTA (vocal/guitarra) – Apenas seis cordas incrementadas por distorção, reverber e oscilações vibrantes dos amplificadores valvulados dão vida e harmonia a Eletroacordes. O dentista, de 45 anos, empunha sua possante guitarra executando composições versáteis, mantendo originalidade e bom gosto. Solos virtuosos e acordes harmônicos – ou dissonantes – temperam e dão molho ao repertório, do qual enfilera inúmeras composições de sua autoria. O guitarrista acumula passagem pelas bandas Somma, Baião de Dois, Quatro de Paus, Zuma, Vedanta. Fabrício bebe da vertente do rock, especificamente de bandas do rock clássico dos anos 70, Led Zeppellin, Deep Purple e guitarristas como Frank Zappa e Jeff Beck.

RODRIGO VIZZOTTO (Vocal/baixo/teclado) – Inspiração e transpiração em prosa e verso, letra e música. Nessa ordem, ou inversamente submisso as mais variadas formas de sonoridades, surgem algumas das composições da Eletroacordes. Pelas mãos do jornalista, designer gráfico e músico Rodrigo Vizzotto, 44 anos, e há 27 anos flertando com o rock, põe em movimento ideias, frases e ritmos para quem quiser ouvir. Atuou nas extintas bandas Somma, Quatro de Paus, Primatas Psicodélicos entre outros projetos paralelos. O baixista busca inspiração para letras e composições em bandas como The Beatles, The Police, The Doors, REM, U2 e Rush, entre outras.

ELIO BANDEIRA (Bateria) - O som pulsante e ardente das baquetas do baterista Elio Bandeira, 40 anos, dá a condução, ritmo e sonoridade para a banda. Sem firulas e despertando a batida sincronizada para as canções, mescla ritmos em profusão, preenche espaços e encorpa as músicas do trio "rockniano". Também formado em jornalismo, divide as atenções na banda Deadline (formada só por jornalistas), e entre uma pauta e outra, promove ideias e produções da Eletroacordes. Elio é embalado pelas bandas The Cure, Red Hot Chili Peppers, The Police, Paralamas do Sucesso, R.E.M, Echo & The Bunnymen, Oasis e Rolling Stones.

Com mais de quatro anos de estrada, Eletroacordes ensaia de uma à duas vezes por semana. Sobre músicas próprias a banda explicou:  

As composições são feitas em sua maioria pelo Rodrigo, mas os arranjos concebidos pela banda. O Fabrício tem sua participação, tanto em letras como em composições. As ideias surgem pelas influências dos músicos e as letras retratam uma realidade mais refinada em tratar dos assuntos cotidianos. Busca contrapor com o rock, uma reflexão de temas, mas sem dramaticidade ou frases e rimas estereotipadas/pré-fabricadas. 


Suas influências vêm principalmente de Beatles, Rush, Police, Doors, Deep Purple, Mutantes, Raul Seixas, TNT, Cachorro Grande; mas a banda ressalta que a sua música é original:  

O som da banda mescla o mais puro e autêntico rock com outras tendências, ora pop, ora blues, ora jazz. É eclético, mas com personalidade e sem apelos estéticos ou de modismos”.

Com o EP “Respire Fundo” e o single atual “Quem foi que disse” lançados, a banda tem como incentivo o apoio do público: 

A sensação do público apoiar fica evidente a cada show, o que reforça em prosseguir, sobretudo, em um trabalho autoral

Apesar de fazerem shows na maioria das vezes em Porto Alegre, a banda não se sente satisfeita com a sua cidade: Porto Alegre ainda segue restringindo o trabalho para iniciantes ou fora da cena tradicional.  

Os espaços são escassos. Mas a cena underground ou independente começa a se movimentar por outras vias, sobretudo, pela internet. Por aí, creio ser um caminho promissor para driblar gravadoras, mídia convencional ou mesmos bares da moda que insistem em som mecânico dos gringos, avalia Rodrigo.

Sobre o EP:
Eletricidade na veia. Esta foi a vertente, em voltagem 220, como ingrediente para inspiração de múltiplos acordes em sequência, originalmente apresentado pela forma acústica de um simples violão. Até ganhar nova forma e nome para o primeiro EP da Eletroacordes banda: RESPIRE FUNDO. Gravado no Estúdio do Morro Apamecor entre 2010-2011 e lançado somente em março de 2013, o projeto do EP ficou “estacionado” por mais de um ano devido à transição e mudanças entre os integrantes da banda. Seja pela paternidade coletiva, mudança de cidade e outros projetos pessoais e profissionais, as seis canções gravadas passaram por um minucioso trabalho de lapidação na mixagem, realizado pelo “Graforréia” Alemão Birck, do Estúdio Music Box, em Porto Alegre. Uma a uma, as canções constituiram corpo a partir da aprovação de cada músico (apenas a música “Alucinada” ficou de fora). Reverber, efeitos, sons incidentais e até a inclusão de teclados por Emílio Spinatto preencheram os espaços.

Respire Fundo - TEASER-

O título “Respire Fundo”, que vem de uma das canções do EP, remete a variantes múltiplas para uma primeira intuição sobre o que vem pela frente, para tirar o fôlego. A capa, inspirada em um projeto para fotos individuais em P&B dos três integrantes da Eletros para a divulgação, acabou ganhando destaque em primeiro plano, em um singular e irônico registro, sobretudo, pela “sacada” do fotógrafo Luciano Lobelcho e arte-final de Clau Sieber. Os shows e ensaios, estampados na contracapa renderam um repertório para covers e novas composições. Ouça o registro desta história em alto e bom SOM!

Quem Foi Que Disse? 

QUEM FOI QUE DISSE? - Primeira música apresentada para a banda por Rodrigo, e que até hoje é o carro-chefe do repertório. Lasciva, quase como desabafo, predomina nos refrões os gritos primais estendendo-se até as levadas e passagens mais contidas.Guitarra vibrante e batida contundente, seduzindo os ouvidos dos amantes do rock. Destaque em trecho da composição para momento psicodélico com backing de Fabrício transformando-se em ruídos em plena levada reggae.


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Obs: Matéria de Assessoria